quarta-feira, 16 de maio de 2012

AS APARÊNCIAS ENGANAM

As aparências enganam
Aos que odeiam e aos que amam
Mas o amor e o ódio se hermanam
Na fogueira das paixões
Os corações viram fogo e depois
Não há nada que os apague
Se as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno, o pão
O vinho, seco a recordação
Dos tempos idos de comunhão
Sonhos vividos do conviver

As aparências enganam
Aos que odeiam e aos que amam
Mas o amor e o ódio
Se hermamam nas geleiras das paixões
Os corações viram gelo e depois
Não há nada que os degele
Se a neve cobrindo a pele
Vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer
Não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada a se fazer
Senão chorar sobre o cobertor

As aparências enganam
Aos que gelam e aos que enflamam
Porque o fogo e o gelo
Se hermanam no outono das paixões
O corações cortam lenha e depois
Se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unia
Ainda vive e transpira ali
nos corpos juntos, na lareira
Na reticente primavera
No insistente perfume
De uma coisa chamada amor. 
 (Tunay)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

RE SENTIRES - 26 anos do Desastre em Chernobyl


RE SENTIRES - 26 anos do Desastre em Chernobyl

domingo, 18 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012

O que mudou em 52 anos?

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sábado, 3 de março de 2012

Esvaindo em versos


Na fumaça do cigarro que  fumo
Nas noites que não durmo
São versos de fantasia
Versos cheios de harmonia
Da canção que não cantei

No desengano de sonhar
No desespero de te amar
São versos de doce saudade
Lembrando a felicidade
Que tive ao te encontrar

No puro aroma das flores
No pesar dos  dissabores
São versos de desventura
Lembrando triste brandura
Que vi em teu meigo olhar

E nestas linhas eu deixo
Esvair-se versos tristes
Versos vazios de mim
Pois versos de fantasia
Versos de noites vazias
São versos cheios de ti

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quarta -feira que não foi de cinzas


Já não me pesa o pensamento
O suor me abraça lento
E escorre célebre o medo
Corro nua num adeus às raízes
Em marcha fúnebre
De ruas tortas
Doridas
Cruas

Num borbulhar de sal e grama branca, ondulados
Mergulhados num profundo sempre de cordas eternas
Alheio à sorte o ar deflora o hálito de meu íntimo perfumado
Num sublime torpor de asas vencidas
Num mundo novo que se fez aberto
A dois
A sós
Na mulher que se fez verdade
Vida
Vitória